GILLETTE FACE

A SAGA L’ORÉAL BRASILEIRA · Edição Brasileira  ·  Nº 13

GILLETTE FACE


Quando chegou a primeira reunião, o diretor de vendas veio apresentar o lançamento do primeiro creme granular de limpeza facial com damasco, e, virando-se para mim, perguntou: “Frega, o que você acha?”

E eu respondi: “Doutor, quem foi que comprou todos aqueles pomares de damasco pelo mundo e decidiu nos fazer vender fruta — vamos só torcer para que legumes não venham em seguida.”

Ele caiu na gargalhada feito um louco, mas, recuperando depressa o seu papel, disse: “Vamos mostrar ao internacional que a gente não coleta só pedidos de lâminas e aparelhos de barbear, veja bem.”

Lançamos junto com o Reino Unido e a Espanha, e todo mundo tentou sair na frente nos números — é a competição natural — mas os consumidores do sul de cada nação são sempre os retratados como a mulher bonita sem a qual os homens do norte não conseguem viver, e desta vez não foi diferente.

Marca APRI, tipo de produto ESFOLIANTE FACIAL GRANULAR, depois, três meses mais tarde, CREME DE LIMPEZA FACIAL, e três meses depois disso, CREME HIDRATANTE em pote e em bisnaga.

Depois de nove meses, estávamos dentro da participação de mercado, ao lado de Nivea, Leocrema, e outras marcas líderes de farmácia, e os clientes estavam felizes por o produto já estar girando no consumo sem uma única campanha publicitária.

E então o de sempre colega da Gillette de Nápoles saiu numa reunião com a frase: “Compram para fazer salada de frutas — o nosso custa menos.”

Mas aqui está o fato que diz tudo: quando vendemos a marca para a Henkel, aquele tipo de fruta deixou de ser consumido naqueles mercados por completo.


Ferdinando
Gillette Man ⚔️

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