A SAGA L’ORÉAL BRASILEIRA · Edição Brasileira · Nº 11
GILLETTE HAIR, E MAIS
Estávamos nos tornando, dia após dia, a marca presente em todo ritual humano antes de sair de casa — barbear, esfoliação do rosto, e, para o cabelo, ao menos para quem ainda tinha, a gente também precisava fazer algo.
A visão de Boston era que o MALE GROOMING devia carregar o mercado masculino inteiro, mas nós, como sempre, contávamos com as mulheres — as nossas melhores clientes — embora naquela época ninguém tivesse a coragem de dizer isso em voz alta a quem quer que fosse. Hoje, encontrei o momento certo para finalmente dizê-lo.
Xampu Scientel, quatro versões: para cabelos normais, uso frequente, cabelos oleosos, anticaspa.
Um dos maiores mercados que existiam — naquela época valia quase 600 bilhões de liras — e mesmo deter uma pequena fatia dele já era um grande resultado.
O nosso golpe de sorte foi que a líder do setor ainda estava confinada a vender dentro das perfumarias — aquela empresa conhecida como L’Oréal, casa de algumas marcas muito fortes. Mas era só uma vantagem momentânea, porque bem por volta da mesma época, com uma força tremenda, a marca GRAPHIC da Garnier chegou em massa, e ninguém deveria ter sido capaz de vender mais do que eles naquela categoria.
Mas a gente fez mais.
Ao mesmo tempo, lançamos a conclusão da linha capilar Scientel — gel, mousse, spray — e os clientes ficaram convencidos de que a Gillette tinha comprado a L’Oréal. Quando os próprios vendedores da L’Oréal passavam por aqueles mesmos clientes, ouviam, com um sorriso: “A gente já fez o pedido — direto com o Frega.”
À noite era só risada nos hotéis onde todos nos reuníamos, e eu e o meu colega da J&J costumávamos trocar os pedidos de um cliente em Crotone que, durante anos, insistia em pedir: Oral-B com ele, e “OB” comigo. Nunca conseguimos convencê-lo do contrário.
AHAHAHAHAHHA
Ferdinando
Gillette Man ⚔️