O RETORNO À ITÁLIA

A SAGA L’ORÉAL BRASILEIRA · Edição Brasileira  ·  Nº 07

O RETORNO À ITÁLIA


Muitas coisas, muitos momentos, nunca foram escritos, porque vivem só na memória de um homem que não está mais aqui: Giorgio.

Mas quando voltamos para casa, nós dois nos calamos, e nenhum de nós comentou de imediato sobre o teste nem sobre como tinha sido.

Só duas semanas depois recebi um telegrama do Diretor de Vendas da L’ORÉAL na época, com apenas esta linha: SR. FREGA OBRIGADO.

Aprendi que as empresas te dão o conhecimento dos mercados por meio dos produtos, por meio das necessidades reais e inventadas do consumidor — e que essa mesma manipulação comercial ainda hoje, em silêncio, molda as decisões de compra.

Gosto de lembrar de um trecho de Benny Hill, o ator inglês, fazendo um garçom servindo vinho a um cliente que vivia reclamando e pedindo para trocar porque não estava bom.

Benny trocou o rótulo cinco vezes, e o vinho era sempre o mesmo — só no fim é que o cliente finalmente disse que estava bom.

É a mesma coisa com as vendas — é só uma questão de jeito, e do tipo de rótulo que você usa. O que de fato torna alguém único não é a experiência com muitas marcas, mas a experiência em muitas empresas diferentes.

As mães cometem um só erro com os filhos: nunca nos ensinam a nos proteger, porque fazem isso naturalmente por nós — mas sabem que teremos que conquistar essa experiência sozinhos, e é isso que vai fazer cada um de nós diferente.

Cheguei em casa sabendo que já não era o mesmo homem, e minha esposa também percebeu, quando me perguntou quem era Rita — eu tinha dito o nome dela dormindo durante a noite. Só uma mulher em busca de um padre, respondi.


Ferdinando
Gillette Man ⚔️

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